quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

6º dia de pedal

18 de dezembro de 2011

            Levantamos às 7h quando o sol pegou na barraca, e fomos arrumar as coisas. As roupas ainda não estavam secas, então amarramos na bike, meia, cueca, camiseta e toalha molhada pra ir secando no caminho. Ainda deu tempo pra conferir o primeiro tempo do baile que o Barcelona aplicou no Santos!
            Algum cachorro esfomeado atacou nosso saco de pão e as bolachas durante a noite! Foi muito engraçado! Mas estes pães fariam falta mais adiante...
Acampamento nos fundos do posto policial de São Nicolau

         
Os legítimos mulambikers! Tudo pendurado na bicicleta para secar!

            Saímos de São Nicolau às 10h, e partimos para São Lourenço, o 4º dos 7 Povos que estávamos visitando.

            O dia anterior tinha sido horrível de pedalar, muito vento e cansaço. Mas nesse dia tudo tava indo melhor. Paramos perto das 13h pra almoçar. Em pleno domingo, dia de reunir a família pra fazer um churrasco, e nós sentados na beira da RS 168, na sombra de uns Eucaliptos comendo pão com sardinha e tomando um suco morno! E quer saber? É muito bom! Aquele pão que foi pegando sol e se batendo a viagem inteira na bicicleta era a melhor coisa do mundo no momento!





Eu falei pro Beto que não estavam firmes!

Estátua do Jayme Caetano Braun em São Luiz. "Num bochincho certa feita, fui chegando de curioso..."

            Na ida para São Lourenço, passamos por São Luiz Gonzaga novamente, por volta das 3 da tarde. Então, paramos no centro pra tomar uma água gelada e um sorvete.




            Chegamos em São Lourenço às 18h e 30. A estrada de acesso é HORRÍVEL! Muitas subidas e descidas, muito pó, e muitas pedras soltas. Demoramos quase 1h pra fazer 6 km.
            O sítio já estava fechado, então nos informaram uma pousada, pois o posto policial do local estava totalmente fechado também. Na frente da dita pousada esperamos por 2 horas, porque estava fechada (também), e ninguém chegou. Não tínhamos o que comer (maldito cusco que comeu nosso pão), e o único mercadinho do lugar, adivinhem?? É, estava fechado!
            O lugar estava completamente abandonado, parecia ser uma cidade fantasma! Ganhamos a presença de uns cachorros e só! Apenas um gaúcho véio passou e nos ofereceu um feijão com massa na casa dele!



Cansados
 
E bem sujos!

            Antes de escurecer montamos nossa barraca do lado de uma igreja (fechada), atrás de uns arbustos. Deixamos as bikes cadeadas numa árvore. Tomamos banho em uma torneira!!! Daquelas pertinho do chão!!! E como janta, dividimos um pão de cachorro quente que restava, puro. A sardinha tinha acabado. Com suco, dessa vez não tão morno. E chupamos algumas balas. Era o que tinha.
            Assim conseguimos deitar cedo, com meio pão na barriga e um banho tcheco!
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RESUMO DO DIA:
99, 2 km percorridos
6 km em estrada de chão
70,5 km/h velocidade máxima
Roupas imundas
Um banho tcheco na torneira
Frio na noite
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sítio Arqueológico de São Nicolau



Árvores que cresceram no meio das ruínas




        O sítio arqueológico de São Nicolau, declarado patrimônio histórico e artístico nacional em 1970, abriga parte dos remanescentes da antiga redução jesuítica dos Guarani. Fundada pelo padre jesuíta Roque Gonzalez, em 1626, nas proximidades do rio Piratini-Mini, e posteriormente abandonada, devido a ataques de bandeirantes, foi reinstalada pelo padre jesuíta Miguel de Ampuero e um grupo de indígenas, em 1687, em sua atual localização. Por volta de 1730, possuía mais de 7.600 habitantes.

        
Entrada lateral da igreja

Piso cerâmico original da igreja

        Como nas demais reduções, a praça central era circundada pelas moradias dos indígenas e dos padres, pelas oficinas, cemitério, colégio, cotiguaçú, cabildo, quinta, adega e igreja. São Nicolau notabilizou-se pelas oficinas de produção de esculturas em madeira, que eram distribuídas aos demais povos missioneiros. Muitas dessas imagens sacras foram recolhidas pela população local após o declínio das Missões.


Essa árvore ajudou a segurar as pedras por um bom tempo


Depois de morta, permanece sustentada por uma estrutra metálica

            A redução destacou-se por agrupar índios com grandes habilidades artísticas, que produziam pinturas e esculturas em madeira para várias reduções. O Sítio Arqueológico de São Nicolau foi objeto de importantes pesquisas de arqueologia histórica, onde foram evidenciados pisos cerâmicos e fundações dos prédios da antiga redução, que se distribuem sob toda a cidade atual.

         





            A antiga redução foi parcialmente encoberta pelas cidades que se desenvolveu sobre os remanescentes. Das estruturas originais, restaram as ruínas do antigo cabildo e da igreja e parte do piso cerâmico. Na praça Roque Gonzales de Santa Cruz, tem a única adega construída em pedra de arenito que resistiu ao tempo e permanece intacta até os dias de hoje. A adega está localizada no subsolo e foi construída, pelos índios guarani, durante o segundo ciclo de Evangelização Jesuítica no Rio Grande do Sul.


Confira o vídeo!



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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

5° dia de pedal

17 de dezembro de 2011

            Saímos de São Luiz Gonzaga às 11h. Depois de uma noite bem dormida, partimos rumo à São Nicolau.


Essa placa indicando 50 km enganou bonito!

As paradas para tirar fotos, também servem de descanso.

Foi um alívio chegar até essa placa! Mas depois ainda tinha um bom trecho.

Nosso amigo Franccesco não pode ir na viagem, mas fizemos uma homenagem pra ele!

Esse barulho nos vídeos é o agradável vento norte que enfrentamos!



Nesse dia, com ventos fortes soprando contra o tempo inteiro, estrada péssima e cheia de buracos, muitas subidas e descidas, o fato de não termos nos alimentado direito e a cerveja da noite anterior fazendo efeito, tivemos o pior dia até então. A estrada parecia não ter fim!

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            Enfim chegamos em São Nicolau às 17h, o 3º dos 7 Povos das Missões!!! O pior dia de pedalada sem dúvida!

            Chegamos e fomos perguntar onde ficava o sítio arqueológico pra um morador. A resposta foi: (risos) Aqui não tem nada! (mais risos) Só tem um quiosque. (risos). MAS QUE CARA MAIS PERDIDO!

            Visitamos o sítio arqueológico e fizemos muitos registros (ver na postagem Sítio Arqueológico de São Nicolau).

            Conhecemos uma figura legendária na praça da cidade. Estávamos sentados comendo pão puro com suco (heheheehehehh), e apareceu o vivente puxando conversa. Se apresentou como Ricardo, ofereceu a casa dele para pernoitar, e disse que se fosse preciso faria até uma galinhada! Indagou sobre o que estávamos fazendo e largou a seguinte pérola: AHHH QUE MASSA, EU TAMBÉM SOU BEM LOCÃO! Essa frase vai permanecer por um bom tempo nas nossas conversas! Agradecemos o convite e fomos procurar a Brigada Militar.

            Nos alojamos no posto da Brigada, e saímos para comer. Conhecemos a Dona Cleida, que hospeda peregrinos que realizam o Caminho das Missões. Nos contou algumas histórias. Por sorte, estava no local a secretária de Turismo de São Nicolau, Rosana Schiavo. Ela juntamente com seu marido Rogério, nos levaram até uma sala no sítio, onde tem vários vestígios da época da redução. Nos mostraram também a adega. Nos explicaram diversas coisas durante umas 2 horas, e então fomos dormir sabendo muito sobre a redução de São Nicolau.
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Agradecemos ao 14º BPM Destacamento São Nicolau pelo alojamento. Agradecemos ao Sgt. Jânio e Sd. Rodrigues.
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Agradecemos à Cleida, Rosana e Rogério Schiavo. E também ao Ricardo, que provou ter bom coração.
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RESUMO DO DIA:
62,7 km percorridos
48,8 velocidade máxima
Muito vento
Cansaço extremo
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4° dia de pedal

16 de dezembro de 2011

       Saímos de Santo Antônio das Missões às 11h. O destino desse dia era São Luiz Gonzaga


Ainda teríamos que percorrer estes lugares

O segundo dos 7 povos..

A chegada em São Luiz Gonzaga

A catedral da cidade. Muito bonita!

Estátua do herói Sepé Tiarajú

Estátuas originais da redução de São Luiz Gonzaga. Hoje estão localizadas na frente da catedral.



Essa noite foi de festa na casa dos amigos! Com churrasco ...

... e ceva!
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            O 4º dia foi bem tranquilo. Pedalamos pouco e chegamos cedo da tarde em São Luiz Gonzaga. Fomos procurar uma oficina, mas ninguém conseguiu resolver o problema dos estalos no K7 da bike do Beto. Mas não era nada grave.

            Achamos a casa do nosso amigo Gabriel, comemos alguma coisa e postamos algumas fotos da viagem na Internet. De noite fomos na casa dos pais do Gilmar Rocha e fomos muito bem recebidos pela família dele com uns 8 kg de coração de galinha e cerveja! Precisávamos muito disso!
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Agradecemos ao Gabriel Paez e Joana Rocha pela hospedagem. E ao Iago também.
Muito obrigado!
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RESUMO DO DIA:
36,3 km percorridos
46,2 velocidade máxima
Muita carne
Muita cerveja